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Thiago Rocioli
Da Redação
Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Franca
Os vereadores aprovaram ontem (25) para eles mesmos a ampliação do direito ao vale-alimentação no valor de R$ 1.983,87. Com a decisão, outros beneficiados com a decisão foram membros do Executivo, com R$ 1.036. Enquanto isso, os mais de 5,3 mil servidores públicos ficaram apenas com a reposição da inflação, sem aumento real nos salários. O projeto que começou com aumento justamenete para os servidores terminou em uma “bolada” para quem deveria valorizar os anseios da população que os elegeram.
O único vereador ausente foi Gilson Pelizaro (PT), que estava em Brasília cumprindo agenda oficial. O presidente da Câmara, Daniel Bassi (PSD), não votou, pois só se manifestaria em caso de empate. E a decisão foi com 11 votos favoráveis. Com a medida, os vereadores de Franca, que até então não recebiam vale-alimentação, passarão a contar com o benefício.
O projeto de lei, de autoria do prefeito Alexandre Ferreira (MDB), previa https://www.thiagorocioli.com.br/noticias/servidores-municipais-decretam-greve-em-franca/um reajuste salarial limitado à inflação, fixado em 4,87%, sem qualquer ganho acima desse índice. Apesar da falta de acordo com a categoria, o texto foi colocado em votação, incluindo uma cláusula que concede um cartão-alimentação de R$ 1.036 ao prefeito, ao vice-prefeito e aos secretários municipais. A manobra gerou indignação entre os servidores, que haviam decretado estado de greve no último sábado (22), durante assembleia realizada na sede do Sindiserv (Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Municipais de Franca e Região). O clima de insatisfação se intensificou com a percepção de que o projeto, que deveria beneficiar a categoria, acabou incluindo um “jabuti” que favoreceu cargos eletivos e de confiança na administração municipal.
Além do reajuste salarial atrelado à inflação, o projeto aprovado prevê um aumento de 5% no vale-alimentação dos servidores, passando dos atuais R$ 986 para R$ 1.036. O abono escolar também foi reajustado de R$ 367,65 para R$ 386,04, mas o novo valor só passará a valer a partir de 2026. O benefício das seis faltas abonadas anuais foi mantido. No entanto, esses valores ficaram aquém do que havia sido reivindicado pelo Sindiserv. Os servidores exigiam um aumento real de 4,13%, além da inflação, totalizando um reajuste de 9% nos salários. Também pediam que o vale-alimentação fosse elevado para R$ 1.340 e defendiam a criação de um vale-refeição no valor de R$ 15 por dia trabalhado. Nenhuma dessas solicitações foi atendida.