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Fux lança dúvidas sobre delação de Cid: nove versões diferentes

Thiago Rocioli
Da Redação
Foto: Divulgação/Supremo Tribunal Federal

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid nesta terça-feira (25). O militar, que está entre os denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposta tentativa de golpe de Estado, até hoje não bem explicado pela acusação, prestou nove depoimentos diferentes ao firmar o acordo de colaboração. O comportamento gerou desconfiança por parte do ministro.

Fux apontou que o fato de Cid ter feito diversas declarações ao longo do processo indica omissão de informações anteriores e ressaltou que essa prática compromete a credibilidade da delação. Apesar das críticas, o ministro votou junto com os demais integrantes da Primeira Turma do STF, acompanhando a decisão do relator Alexandre de Moraes, que negou o pedido da defesa para anular a delação de Cid.

O julgamento da denúncia contra Jair Bolsonaro e outros sete acusados foi suspenso pela Primeira Turma do STF nesta terça-feira e será retomado na quarta-feira (26), às 9h30. Os ministros irão deliberar sobre o recebimento ou a rejeição da denúncia da PGR, que acusa o ex-presidente e aliados de articularem um golpe para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após as eleições de 2022. Caso a denúncia seja aceita, os investigados se tornarão réus e passarão a responder ao processo na Suprema Corte, onde poderão ser considerados culpados ou inocentes.

A denúncia da PGR separou os 34 investigados em cinco núcleos, sendo Bolsonaro incluído no primeiro grupo, que também conta com Mauro Cid, Walter Braga Netto, Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira. Entre os acusados estão ex-ministros, militares de alta patente e figuras-chave do governo Bolsonaro, que, segundo a PGR, teriam participado de um plano para subverter a ordem democrática. O desdobramento do julgamento será decisivo para definir o futuro político e jurídico do ex-presidente e de seus aliados, podendo abrir caminho para uma ação penal de grande repercussão nacional.

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