Covid-19

PARCERIA COM IMA FICA DISTANTE

Hospital pediu quase R$ 14 milhões para implantar leitos de UTI e Enfermaria Covid, mas não detalhou plano de trabalho.
Por: Da Redação | Categoria: Franca e Região | 10-06-2021 16:38 |
Reunião entre Alexandre Ferreira, representantes do IMA e vereadores
Reunião entre Alexandre Ferreira, representantes do IMA e vereadores Foto de Divulgação

Após uma reunião entre diretores do IMA (Instituto Medicina do Além)/Hospital da Caridade e o prefeito Alexandre Ferreira (MDB), ontem (9), na Prefeitura, a parceria entre o hospital e o poder público, para implantação de leitos para tratamento de pacientes da Covid, ficou mais distante. Um dos entraves seria o prédio, que precisa de adequações - levaria pelo menos dois meses para tudo ficar em condições de funcionamento.

Na última terça-feira (8), a entidade havia protocolado uma proposta de intenção para instalação de 28 leitos para atender pacientes com a doença. De acordo com a proposta, seriam implantados 20 leitos de enfermaria e 8 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no hospital, contrato firmado através de uma OS. O IMA pediu R$ 13.967.448,00 para um período de 6 meses, o que daria R$ 2.327.908,79 por mês. 

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Durante a reunião, Alexandre elencou vários itens que precisam ser preenchidos para que o plano de trabalho volte a ser discutido. Uma vistoria da Vigilância Sanitária ao prédio apontou que o local precisa de adequações, entre elas melhorias na tubulação de oxigênio, rampas, acesso para veículos de emergência, ventilação e pisos apropriados. 
 
“Na proposta, o hospital fala de suporte ventilatório, não é UTI, mas também fala que é UTI. Então pedi para eles (hospital) detalharem melhor. Acontece que o prédio não está pronto, não tem como colocar pacientes lá. A Vigilância Sanitária atestou isso. Eles próprios disseram isso aqui, assinaram uma ata afirmando que o prédio não está pronto e que precisa de ajustes”, disse o prefeito Alexandre, nesta quinta-feira, 10.
 
O prefeito acrescentou que espera um plano de trabalho detalhado, como exige a legislação. “O hospital coloca lá: recursos humanos, utilidade pública, compra de equipamentos. Mas precisa detalhar quem são, onde estarão, quantos são, onde eles vão trabalhar, quantos equipamentos são. Se é compra, se é aluguel, qual valor”, questionou. “Não trouxeram o cronograma de obras, quanto vão gastar, o período que vão fazer. Eles apresentam que os leitos seriam instalados em 60 dias. Se precisam de 30 dias para começar e 60 para acabar, é porque realmente o prédio não está pronto”, disse Alexandre.
 
Conforme publicou N. Fradique/GCN